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Guitarrista do Pará reverbera sons da lambada dos anos 1970 em disco solo

Do G1 Música | 

"Música quente, a gente chama de lambada / Aqui no Norte, a guitarra toca lambada / E lambada na guitarra é guitarrada", conceitua o guitarrista, cantor e compositor paraense Félix Robatto em versos de A gente chama de lambada, uma das 11 músicas autorais do segundo álbum solo do artista, Belemgue banger (Natura musical), lançado neste mês de outubro de 2016. Para quem não liga o nome à música, Robatto foi guitarrista da banda da cantora paraense Gaby Amarantos entre 2010 e 2013. É dele o toque da guitarra na gravação de Ex mai love (Veloso Dias, 2012), hit cheio de charme do primeiro disco solo de Gaby.


No sucessor de Equatorial, quente e úmido (2015), primeiro álbum solo do artista, Robatto procura reverberar, com toque contemporâneo, o som que invadiu o Pará nos anos 1970, vindo de ilhados países caribenhos como Dominica, Guadalupe e Martinica. Criada por Neto Robatto, a ilustração do papagaio exposta na capa do álbum remete ao simbolo da bandeira de Dominica. Amazon sisserou é o nome do papagaio e, não por acaso, também título do tema instrumental que abre o disco no toque da guitarrada. A propósito, Amazon sisserou é a única composição sem letra do álbum Belemgue banger.


Lambada e guitarrada são, a rigor, ritmos caribenhos exportados pelas ilhas com os nomes de cadence lypso e konpá. Foi a partir de uma pesquisa deste ritmos que Robatto compôs o repertório do disco, produzido (e arranjado) pelo próprio guitarrista e gravado em Belém (PA) entre fevereiro e agosto deste ano de 2016. A cantora e compositora paraense Lia Sophia fez a direção musical do álbum.


A grande maioria das músicas é inédita, casos de Hoje vai ter fritaçãoSereia elétricaQuando te vejo (Brega da cerveja)Porque tá a fimInterior do Pará e Seu Godofredo. Mas Robatto regravou Psica da velha Chica – música autoral de 2006 lançada pelo artista há dez anos na banda paraense, La Pupuña, que manteve de 2004 a 2010 – e Vamos farrear, tema de 1974, de autoria do veterano cantor e compositor paraense Aurino Quirino Gonçalves, o Pinduca, rei do carimbó nos anos 1970, década que inspirou o popular, quente e equatorial segundo álbum solo de Félix Robatto. É para quem gosta da música que a gente chama de lambada.


(Crédito da imagem: capa do álbum Belemgue banger, de Félix Robatto. Projeto gráfico de Zek Nascimento)


Categoria:Música

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